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  • Quais os perigos do uso indiscriminado de anabolizantes?

     

    Provavelmente você já ouviu falar do termo “bomba”, certo? Este é o termo coloquial que a maioria das pessoas usam ao se referir ao anabolizante. Geralmente, seu uso é motivado por um anseio de alcançar um objetivo físico de maneira mais rápida. Mas seu uso indiscriminado pode ser prejudicial para a sua saúde e, também, para a sua performance esportiva como um todo.

    Antes de evidenciarmos os riscos, precisamos entender o que são os anabolizantes ou esteróides. Confira abaixo!

    O que é anabolizante?

    Os anabolizantes são esteróides androgênicos anabólicos derivados, principalmente, do hormônio da testosterona. Este componente atua no crescimento exacerbado dos músculos e ossos e gera diversos efeitos colaterais para o organismo do usuário.

    Apesar da maioria dos anabolizantes serem ilegais, eles são facilmente encontrados em vendas online ou no exterior, sem regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    Você pode compreender melhor como o anabolizante age no organismo no esquema abaixo:

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    FONTE: Thiago Almeida/SAÚDE é Vital

    Mas quais são os riscos para o usuário?

    Os riscos são vários e, em casos exagerados, pode levar a morte. Esses hormônios presentes nos anabolizantes desequilibram o organismo, sobrecarregam o fígado, causando problemas cardiovasculares, impotência, risco de câncer, dentre outros fatores.

    Começamos indicando uma alteração, infelizmente, bem comum hoje em dia em atletas amadores, de corrida de rua, o uso indevido de “Oxandrolona”

    “(...) que é um composto sintético, derivado da testosterona; como anabólico, promove o anabolismo protéico e estimula o apetite quando houver uma dieta rica em proteínas e calorias; como antianêmico, aumenta a produção de eritropoietina e de hemoglobina e tem ação direta na medula óssea”.

    Contudo, se potencializarmos a capacidade de performance no que diz respeito ao cardiorrespiratório, pelo aumento da capacidade de transporte de oxigênio, um dos efeitos do uso deste anabolizante que a rigor poderia ser usado para:

    “tratar a hepatite alcoólica, má nutrição calórica proteica moderada, falha no crescimento físico e em pessoas com síndrome de Turner”.

    E se não estivermos alinhados com isso (as adaptações neuromusculares necessárias para suportar esse incremento de performance) o resultado é o aumento do número de lesões articulares graves, joelho, quadril etc.

    Vamos catalogar abaixo alguns outros potenciais problemas com o uso destes anabolizantes:

    Problemas cardiovasculares: com a dosagem extra de hormônios no organismo, há um desenvolvimento exagerado dos tecidos musculares do corpo, incluindo os músculos do coração (fibroses). Essas fibroses podem obstruir veias e aumentar os riscos de insuficiência cardíaca.

    Câncer no fígado: a Associação Paulista de Desenvolvimento da Medicina (SPDM) alerta que a dosagem de anabolizantes no organismo pode sobrecarregar o fígado, podendo causar nódulos (benignos ou malignos) no órgão. Em alguns casos, o transplante de fígado é a única solução de tratamento.

    Infertilidade e impotência: os anabolizantes também podem causar disfunção erétil e infertilidade. Isso ocorre porque a hipófise, responsável por coordenar a produção de testosterona e espermatozóides, com a presença do hormônio externo, entende que não precisa ordenar a produção do componente no organismo.

    Além destes riscos mais conhecidos, o uso de anabolizantes também pode causar acne, desequilíbrio hormonal, aumento do colesterol, problemas neurológicos, aumentar o risco de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), dentre outros.

    Falando especificamente de atletas (iniciantes ou profissionais), segundo o American College of Sports Medicine, “o uso dos esteróides anabolizantes em atletas é contrário às regras e aos princípios éticos de uma competição desportiva, conforme estabelecido por muitas das instituições que comandam os vários esportes” e que a “igualdade de condições e fair play são os pilares da competição desportiva, sendo o uso destes componentes proibido pelo Comitê Olímpico Internacional”.

    É um risco para o atleta tanto no ponto de vista de sua saúde, como no risco de ser punido nas competições em que for participar. O usuário pode ser pego no teste de antidoping levando às punições cabíveis dos regulamentos da competição, da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) e da Agência Mundial Antidoping (WADA).

    Os atletas menores de 21 anos também enfrentam danos relacionados ao crescimento, desenvolvimento e progresso exacerbado da puberdade. Pondo o futuro de sua carreira no esporte em risco.

    Não resta dúvida que a melhor forma de crescer, melhorar sua performance e alcançar seus objetivos de maneira saudável e segura é tendo uma boa prescrição de treinos, voltadas para as suas particularidades e um bom planejamento nutricional. Você pode saber mais clicando aqui.

    Possui dúvidas sobre o uso destes componentes no organismo? Comente aqui embaixo que te responderemos o mais rápido possível!

    Fontes

    • Portal da Urologia
    • Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo
    • Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
    • Associação Paulista de Desenvolvimento da Medicina
    • American College of Sports Medicine

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